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Nasci em Alfenas, MG, mas morei até meados de 2010 em Goiânia, GO. Desde pequena me interessei pela biologia. Em Goiânia me formei em Ciências Biológicas na Universidade Federal de Goiás (UFG) e iniciei sua carreira como bióloga, tanto em campo como na sala de aula.
Após a graduação, fui para Maringá, PR, onde tornei-me Mestre e Doutora em Ecologia. Já desbravei lugares magníficos desvendando os mistérios da Biologia, tais como o Cerrado brasileiro, a Ilha de Galápagos, e até mesmo morei por 3 meses no meio da selva da Ilha de Borneo na Malásia!
Por 4 anos, fui professora na Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul. Nesta instituição, passou pelos campi de Coxim, Dourados, Ivinhema e Naviraí.
Com o objetivo de levar seu conhecimento para o maior número de pessoas, hoje eu compartilho conteúdos em várias redes sociais, seja em fotos, vídeos e agora em texto!
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Estou aqui para gente falar de artigos científicos, falar de uma forma diferente, isto é, traduzir esses artigos para vocês para ficar claro o que esses artigos falam. E como tivemos a semana do meio ambiente recentemente, eu selecionei um artigo bem bacana sobre alterações ambientais e a extinção de anuros.
O artigo que a Profe trouxe, pessoal, é esse: “Os riscos de extinção de sapos, rãs e pererecas em decorrência das alterações ambientais”. Esse artigo ele foi publicado em estudos avançados em 2010 e eu gostei muito dele porque ele tem uma linguagem muito tranquila e então eu indico muito que vocês leiam este artigo depois, peguem ele, é disponível na internet.
Na verdade, o artigo é como se fosse um compilado de dados nele. Não tem ali um Materiais e Métodos, ele é um texto corrido no qual os autores vão falando as principais ameaças sobre o grupo de anfíbios, principalmente o de anuros. Então é muito legal, pois tem uma abordagem bem bacana, inclusive eu o utilizei também para fazer o meu curso e eu abordo algumas dessas questões mais aprofundadas nele também.
Então o artigo começa primeiro dando essa explicação geral sobre os anuros. Eles são uma ordem da classe amphibia. Os representantes da classe amphibia são conhecidos como rãs pererecas e os sapos.
Qual é a diferença básica entre eles?
O sapo tem uma glândula de veneno, chamada glândula paratoide. As pererecas têm uma “bolinha” nos dedos que são os discos adesivos e é por isso que elas conseguem grudar nas folhas e ficar em posições mais altas numa árvore. Já a perereca tem um “calombinho” no final da região dorsal ali do corpo e os dedos são bem compridos. Essas são caracterizações gerais, pois existem exceções.
Os anuros, pessoal, compõem um grupo muito ‘biodiverso’. Eu já falei algumas vezes que a gente tem uma quantidade de espécies no mundo que desconhecemos e, quando a gente pensa no Brasil, esse número de espécies aumenta ainda mais. São mais de mil espécies no Brasil! Então engana-se quem pensa que é só o sapo cururu lá.
O Brasil ocupa um ranking de diversidade muito bacana, estamos entre os primeiros países que têm o maior número de espécies de anuros. Por isso que a gente, quando pensa em conservação de anfíbios, logo associamos às questões ambientais.
A gente tem pelo menos 500 espécies no Brasil que são consideradas endêmicas, isto é, são restritas ao nosso território nacional. Quando a gente pensa novamente em ameaças ou em alterações do ambiente, a gente tem que pensar muito nos anfíbios também porque várias espécies ocorrem somente no brasil. Então essas alterações no ambiente têm provocado a morte desses indivíduos, dessas espécies. Enfim, o Brasil perdendo essa espécie, essa espécie fica extinta no planeta todo.
Isso coloca o Brasil, mais uma vez, numa posição privilegiada em relação à biodiversidade e, ao mesmo tempo, numa posição onde realmente devem ser consideradas as questões conservacionistas com mais cautela e mais cuidado principalmente observando esse grupo de anuros.
O grupo dos anfíbios tem diminuído ao longo de muito tempo, principalmente no nível nas regiões neotropicais onde o número de espécie é maior. Então as populações têm crescido muito e nós temos várias espécies que já são consideradas extintas e provavelmente muitas foram extintas sem a gente nem ter descoberto, pessoal. Então é um grupo que realmente necessita de mais estudos aprofundados para a gente saber sobre essas questões conservacionistas.
A gente tem cerca de trinta por cento das espécies que podem ser extintas nos próximos dez anos. Esse foi um dado que foi colocado neste artigo em 2010, como a gente já tá em 2020 provavelmente já perdemos várias espécies de 2010 até 2020 dentro desses trinta por cento aí. Então realmente é um grupo que tem que ser levado em consideração quando a gente pensa nessas mudanças ambientais que têm ocorrido no país e do mundo todo.
Qual que é a principal causa a diminuição dessas espécies, pessoal?
Principalmente as alterações ambientais, pois elas interferem muito na proliferação e na manutenção dessas espécies de anuros e essas alterações ambientais nós já sabemos que são ocasionados pelo próprio homem.
Fragmentação de Matas
A fragmentação de matas é o processo no qual o homem está, por exemplo, construindo uma estrada, uma cidade, uma ponte no meio de uma vegetação, de forma que essa vegetação começa a ficar separada criando bordas. Aí a gente vai ver vários pedaços de vegetação, como se fossem ilhas de vegetação. A ilha não é um pedaço de terra cercado de água por todos os lados? Na natureza, o que tem ocorrido como principal ameaça para os anfíbios e para o seu organismo também é que a vegetação tá ficando cada vez menor.
O grande problema é que quanto mais as estruturas da vegetação ficam mais fragmentadas e ficando mais isoladas uma da outra mais nós temos o chamado “efeito de borda”. Esse efeito de borda causa maior incidência de radiação luminosa, ela tem mais chuva, ou seja, perda de hábitat, e então tem o número de espécies muito restrito devido a esse efeito.
Dendropsophus bromeliaceus
Esse bichinho lindo mora e reproduz-se em bromélias, onde os girinos desenvolvem-se. O que que acontece se por acaso deixa de existir bromélias pessoal? Essa espécie aqui não consegue mais reproduzir. Então a população começa a diminuir cada vez mais devido à perda de habitat. E se essa população está diminuindo cada vez mais, eu tenho a chamada redução da diversidade genética: uma população muito pequena, os indivíduos começam a se reproduzir entre eles mesmos e aí existe uma facilidade de um gene que era “ruim” (por exemplo, associado a alguma doença específica) passar para os demais organismos, de forma que todos vão morrer e a espécie pode ser extinta.
Introdução de espécies exóticas
Às vezes, a espécie exótica chega e não dá certo e não sobrevive. Porém, na hora que essas espécies exóticas são introduzidas num ambiente específico onde a temperatura é parecida, onde ela tem muita presa, onde ela não tem predador, ela se dá bem. Quando essas espécies exóticas começam a se dar bem, elas causam um problema para as espécies nativas, pois muitas delas elas são competitivas superiores as espécies nativas, além das doenças que as espécies exóticas carregam consigo.
Exemplo: Chegou um sapo que não era do Brasil. Esse sapo foi lá para uma represa qualquer, onde a temperatura era igual do seu local de origem, tem presa para ele tá se alimentando… Além disso, ele é muito forte e ele pula muito. Isso favorece ele a pegar um monte de presa. E já que ele é maior, ele precisa de muito mais presa. Só que na mesma represa onde ele foi introduzido, tenho uma espécie nativa de sapo que se alimenta das mesmas presas e não tá mais conseguindo encontrar esses bichos porque a espécie exótica tá pegando todas.
Radiação Ultra Violeta
Uma outra ameaça que nós podemos mencionar aí é a radiação, porque o excesso de exposição ocasiona o que chamamos de mutagenicidade. Isto é, pode causar uma modificação das características genéticas das células dos anfíbios causando problemas de mutação, já que eles têm estruturas muito mais simples da pele, que absorve muito mais radiação UV.
Poluição
A liberação de substâncias químicas no ar, na água e no solo causa enorme impacto a essas pelo fato de apresentarem também uma pele muito fina, que é utilizada para respiração cutânea, fazendo com que a absorção dessas substâncias químicas seja ainda mais evidente.
Aquecimento Global
O aquecimento global nada mais é do que o aumento de temperatura no planeta. Essa alteração ambiental afeta o clima de certas regiões, alterando o regime de chuvas, por exemplo. Esses padrões de chuva acabam interferindo no desenvolvimento das espécies de anfíbios, pois dependem do ambiente aquático para seu desenvolvimento.
A gente pode ter ovos que são depositados e “secam” porque esses ovos são muito finos, não tem casca.
A pele desses anfíbios passa a ressecar, prejudicando a respiração cutânea.
E ainda tem a questão da falta de alimento, pois uma seca prolongada pode diminuir o número de insetos e aí eles não se alimentam.
Consequentemente a população começa a diminuir a gente vai ter extinção de espécies.
Doenças
Os anfíbios também por terem essa pele mais fina, mas principalmente por eles terem processos e comportamentos, principalmente nas larvas, onde eles ficam todos juntinhos, aglomerados, chamado de cardumes e tudo mais. Acabam sendo muito suscetíveis à transmissão de doença de um para outro, correndo o risco de se alastrar na população e a população vir por água abaixo e começar a ter extinção de espécies por conta de doenças.
Quitridiomicose
É uma micose que acomete tanto girinos enquanto adultos. No Brasil já foram identificadas 21 espécies que já sofreram o ataque dessa doença ou micose. No entanto, não se sabe se essas espécies diminuíram o tamanho populacional ou não.
Existem alguns estudos que falam, mas não se sabe para todas as espécies o que realmente aconteceu, e acredita-se que o alastramento da quitridiomicose se dá principalmente por essas duas espécies: Xenopus laevis e Lithobates catesbeianus. São espécies exóticas que entraram no Brasil, uma para estudos em laboratórios e outra para criação em ranários.
Mas qual será o principal fator que ameaças as espécies?
Não há dados suficientes para determinar o principal fator, são necessárias mais pesquisas, mais coletas de dados e mais estudos de longo prazo, um acompanhamento de vários anos.
O que sabemos atualmente é que:
Estamos perdendo espécies mesmo em áreas de conservação ambiental (UC’s).
As espécies com maior especialização reprodutiva sofrem mais com as alterações.
Quanto maior a altitude que essas espécies ocorrem, mais suscetíveis às alterações também.
Conclusão
O artigo fecha e conclui com uma ideia muito bacana, utilizando o exemplo do bioma mata atlântica. A gente sabe que tem uma série de ausência de dados para várias espécies, tem algumas espécies já conhecidas e ameaçadas de extinção e outras já extintas.
Vamos pensar onde que a mata atlântica está: num local onde a gente tem perda de habitats constante, tem um processo de fragmentação gigantesco, num local onde radiação ultravioleta é alta, onde há centros de poluição (Sudeste do Brasil). Então das ameaças que a gente falou durante o texto, praticamente tudo aconteceu lá na Mata Atlântica.
Então o artigo termina com essa ideia de que todas as espécies deste bioma deveriam ser consideradas ameaçadas de extinção. Não tem uma espécie que é menos ameaçada do que outra até que se prove o contrário porque as ameaças que interferem desenvolvimento e a manutenção dos anfíbios ocorrem o tempo inteiro na mata atlântica e eu achei muito interessante.
Por fim, a leitura desse artigo vale para a gente refletir sobre todas as alterações que nós estamos fazendo no ambiente colocando todos os organismos em algum grau de ameaça, em especial aos anfíbios.
Em 1972 foi criado o Dia mundial do Meio Ambiente pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Por quê?
Porque era preciso atrair a atenção das pessoas e o governo para o tema, uma vez que o meio ambiente está cada vez mais sendo degrado pelo homem. No Brasil, somente em 1981, surgiu a semana Nacional do Meio Ambiente, que é na primeira semana de junho. A ideia é que a comunidade participe da preservação do patrimônio natural do Brasil.
Então, de 31/05 até 05/06 temos uma semana para principalmente conscientizar as pessoas sobre os impactos das ações humanas ao meio ambiente, e principalmente elevar discussões a respeito disso. Neste sentido podemos abordar temas de destruição de habitats, poluição e até consumo exagerado de recursos.
Os principais problemas estão relacionados ao descarte inadequado do lixo, falta de reciclagem de materiais e coleta seletiva nas cidades, o desmatamento, falta de preocupação com o uso da água, e principalmente o uso inadequado dos recursos do ambiente que nós temos.
Pequenas atitudes do dia a dia podem ajudar a combater essas questões. Algumas destas ações que podemos colocar em prática a fim de ajudar o meio ambiente e preservá-lo, são destacadas abaixo:
Utilização de água da chuva para regar plantas, lavar banheiros, ou áreas abertas como garagens. Isto é otimizar o uso de recursos naturais;
Começar a separar o lixo orgânico do lixo seco, e a partir disso implantar ações de coleta seletiva do lixo;
Evitar o desperdício. Por que eu preciso de dois celulares durante o ano? Ao evitar quantidades desnecessárias você ajuda a diminuir o lixo no ambiente;
Evitar o desperdício de água e energia. Ao fechar bem as torneiras das pias e evitar grande quantidades de luzes acessas em casa, você já pode diminuir para este desperdício (mudanças na rotina são suficientes);
Conectar com a natureza, criando uma horta, por exemplo, assim é possível aprende sobre o processo de crescimento das plantas;
E os anfíbios?
Os anfíbios apresentam uma pele bem fina e cheia de vasos sanguíneos, interagindo com o meio através da respiração cutânea. São considerados excelentes indicadores ambientais. Isto porque são altamente sensíveis por exemplo, a qualidade do ar e da água, ou seja, a qualidade do meio ambiente interfere na sua sobrevivência.
Pensando em biodiversidade, são extremamente importantes, contando com mais de 8000 espécies no mundo, dentre sapos, pererecas, rãs, cobras cegas e salamandras. A importância ecológica do grupo se deve a servirem de alimento a outros organismos e se alimentarem principalmente de insetos. Ainda vvem na transição água e terra, sendo importante nestes dois tipos de ambientes.
O Brasil é um dos países que possui a maior diversidade de anfíbios do planeta, cerca de 14% das espécies são encontradas aqui!! Muitas dessas espécies estão ameaçadas de extinção ou já desapareceram por completo sem ao menos serem estudadas. Isto porque são por serem sensíveis a qualidade do meio ambiente, porque estão perdendo habitats, por conta de poluição por agrotóxicos, fertilizantes químicos e etc.
Além da importância ecológica apresentam bioativos importantes para o desenvolvimento de medicamentos, por exemplo para medicamentos contra leishmaniose e doença de chagas.
Portanto, a Semana Nacional do Meio Ambiente é uma oportunidade para relembrarmos a importância dos anfíbios para o ambiente e entendermos que, por sua sensibilidade às alterações no meio ambiente, nossas pequenas ações podem ajudar a preservar esse grupo de animais.
Quem são as abelhas e quais suas principais características? O que vem acontecendo com elas? Qual o impacto dos agrotóxicos nas populações de abelhas?! Quais as alternativas pra se evitar a morte de abelhas em decorrência do uso de agrotóxicos. Tudo isso você encontra no vídeo acima! Simbora pra aula!
A primeira coisa que temos que aprender é, eles não são aves e nem ratos que voam! Na verdade, são os únicos mamíferos voadores. Apresentam uma membrana que liga o tronco nos dedos, bem fina e elástica, que provavelmente surgiu como forma de escapar dos predadores, e servem para voar. Ou seja, eles não apresentam aquela asa que temos em mente, como a de ave!
A segunda questão ainda mais importante é que, eles não sugam sangue como os vampiros dos filmes! Só existem três espécies hematófogas (se alimentam de sangue)!! E elas não chupam o sangue das presas, e sim cortam a pele do animal com os dentes afiados e ingerem o sangue que sai do ferimento. A maioria deles são frugívoros (alimentam-se de frutas, VEGANOS HEIN?!), nectarívoros (alimentam-se de néctar) e insetívoros (alimentam-se de pequenos insetos!). Ainda tem alguns carnívoros que podem se alimentar de pequenos animais, como peixes e anfíbios. .
Por fim, além de comporem cerca de 20% do total de mamíferos, são excelentes alternativas biológicas para controle de pragas (já que se alimentam de muitos insetos!!). Ainda, são ótimos polinizadores (muitas angiospermas são polinizadas somente por eles!!), servindo inclusive para restaurar ambientes destruidos!! Por isso, se você ainda não tem simpatia por esse fofíneo, te convido a mudar de idéia, pois justamente por serem tão diferentes são extremamente impressionantes e importantes!
Este fruto apresenta uma casca bem grossa e amarela quando maduro , que precisa ser quebrada com força para se abrir
Relembrando com a profe, se tem fruto protegendo a semente, estamos falando de angiospermas. Além do fruto, uma outra vantagem evolutiva no grupo é a presença de flores, onde estão os órgãos reprodutivos da planta. . Acertou quem pensou que pra ser um fruto dos deuses, só pode estar associado ao chocolate!! É isso mesmo, estamos falando do cacau, fruto que vem da árvore cacaueiro. Esta árvore é nativa de florestas úmidas da região amazônica da América do Sul e pertence à família Malvaceae! O nome científico da planta é theobroma cacao, sendo que theobroma significa “alimento dos deuses” em grego! . O chocolate que vem do cacau, tem seu primeiro registro a muito tempo atrás, com o povo asteca. As sementes do fruto eram prensadas junto a mel e baunilha, e servidas como bebida ao imperador asteca. A bebida recebeu o nome de xocolat!! Não é demais?! . Das sementes é extraído o pó do cacau, que é a base para o chocolate que conhecemos. O preto viu?! O branco é formado somente da gordura da fruta (Apesar de também ser uma delícia!).
Recentemente estive no Peru, e pude ver esses bichinhos fofinhos andando por lá!! . A pergunta que não quer calar é: como eu diferencio as alpacas das lhamas?! São tão parecidas para quem não as conhece, mas muito diferente para quem convive com elas no Peru!! Então vejamos as semelhanças primeiro!! . Ambas são mamíferos ruminantes! Relembrando com a profe, ruminantes são aqueles que tem um sistema de digestão diferente, para que consigam digerir vegetais!! Além de associações com outros organismos no estômago que ajudam na digestão, eles apresentam um estômago dividido em cavidades. O alimento passa duas vezes pela boca, processo chamado de ruminação. Além de serem ruminantes, lhamas e alpacas são da família Camelidae, ou seja, podemos dizer que temos camelos diferentes aqui na América do Sul!! . Relembrando um pouco de filogenia, ambas as espécies apresentam um mesmo ancestral em comum, ou seja, existiu uma espécie antigamente que ao longo da evolução originou outras espécies, entre elas as lhamas e alpacas! Isto garante grande similaridade entre elas, uma vez que são próximas na filogenia, originadas de um mesmo ancestral!! . No entanto, apresentam características únicas que as definem!! Lhamas são maiores, com rostos mais alongados e orelhas cumpridas, enquanto alpacas são menorzinhas, com orelhas curtas e rostos pequenos!! Outra característica é que a pelagem da lhama é mais grosseira e menos macia que das alpacas! Aquelas roupas de lã mais caras, geralmente, são de alpacas, por terem uma pelagem muito mais fina e macia!! E aí consegue diferenciar as duas espécies na foto acima?!
Que tal começar a aprender a partir de dúvidas e perguntas de outras pessoas? Pensando nisso, eu comecei a organizar as perguntas dos meus alunos em categorias, e montar aulas a partir das dúvidas deles. Essas aulas viraram os episódios do Profe Pri Responde!! No primeiro episódio eu abordei quem são os anfíbios, se mosquito pica sapo, se existe relação entre medicina e anfíbios e até como eles podem trocar de sexo!! Confere o vídeo abaixo e aprenda de forma interativa com temas diversos!!
Para quem quiser alguns dos artigos que usei para montagem dessa aula:
Quando olhamos podemos pensar que é um pato, por conta do formato do bico e das patas. Além disso, ele bota ovo e tem cloaca. Mas trata-se de um mamífero!! Este animal tão diferente, registrei lá na Austrália, onde podem ser encontrados
Pra começo de conversa eles pertencem a ordem dos Prototherios ou Monotremata, com características que os tornam diferentes da maioria dos mamíferos que ocupam a ordem dos Eutherios (mamíferos verdadeiros) ou Metathérios (mamíferos com marsúpios).Mas a pergunta que não quer calar é: Por que ele é um mamífero? . Porque como todo mamífero eles têm pêlos, e o principal produzem leite pelas glândulas mamárias!!! Essas duas características são imprescindíveis para ser um mamífero. Tudo bem, eles não têm mamilos, mas glândulas mamárias eles têm, e secretam leite, que é o que vale. . São excelentes mergulhadores, passando até 15 minutos de baixo d’água!! Além disso, são carnívoros, alimentando-se de anelídeos, larvas de insetos e até girinos. Para achar suas presas, utilizam de sensores elétricos que são encontrados no bico!! Os sensores identificam mudanças elétricas na água (semelhante a alguns peixes e tubarões)! Além disso é um dos poucos mamíferos que o macho produz veneno, e o inocula nas vítimas através de esporões na pata (Somente na época reprodutiva para proteção do território)!! . . Eles realmente tem características únicas que os tornam seres incríveis não acham?!
Bora aumentar nosso conhecimento sobre os anfíbios, grupo que a profe tanto ama?! Como podemos identificar uma perereca macho ou fêmea?! A primeira coisa é lembrar do que a profe já falou em outros posts!! De forma geral, as pererecas tem bolinhas nas pontas dos dedos (discos adesivos), que servem para grudar!! Apesar de haver exceções, podemos usar esta característica como forma de diferenciá-los dos sapos e rãs. . Mas como definir se é uma fêmea ou macho (sim, existem pererecas machos e fêmeas)? Naquelas espécies que apresentam a barriga mais clara, é possível observar, na época reprodutiva, os óvulos pela barriga. E já sabemos que quem os carrega são as fêmeas, né?! Assim fica fácil observar na imagem que trata-se de uma fêmea!! Mas além disso, as fêmeas costumam ser maiores que os machos, justamente pelos gametas serem maiores que os espermatozoides. Por fim, as fêmeas não apresentam saco vocal, que é aquela membrana que fica embaixo dos pescoços dos sapinhos, e funcionam como caixa de som para o canto dos anfíbios anuros (amplificam o som). . Então fêmeas não cantam? Errado, fêmeas podem sim cantar, pois tem cordas vocais (apesar da maioria das espécies as fêmeas não cantarem!!!). No entanto, o canto não é tão alto, pois elas não tem a “caixa de som” (saco vocal), como os machos têm!
E ai, sabe de mais alguma característica que diferencia machos e fêmeas?! Conte pra nós aqui!! Gostou da informação?! Curta, compartilhe e comente!!
E aí pessoal?!Prontos para mais conhecimento? Esse daí é o Leônidas , uma jiboia legalizada criada com muito carinho pelo seu dono, que não vai abandoná-la quando ela ficar ainda maior!! Hoje vamos aprender sobre um termo popularmente utilizado por aí: JIBOIAR NO SOL! Por que serpentes gostam de tomar um solzinho? Não só serpentes, mas répteis em geral têm este comportamento peculiar!! Isto porque são organismos ectotérmicos. Ou seja, conseguem calor de fontes externas, enquanto que os endotérmicos (aves e mamíferos) geram calor pelo próprio metabolismo. Aqui, vale ressaltar que, aquela classificação dos vertebrados em homeotérmicos (não variam a temperatura) e pecilotérmicos (a temperatura varia com o ambiente), não é apropriada!! Isto porque alguns homeotérmicos podem variar sua temperatura em até 10 graus, e outros pecilotérmicos, apresentam variações mínimas de temperatura. Por isso, hoje, a melhor classificação é de endotérmicos e ectotérmicos, que ainda assim deve ser feita com cautela!! Agora por que uma jiboia vai querer ficar no sol? É simples, no sol ela consegue receber mais calor e, consequentemente aumenta seu metabolismo e suas reações químicas!! Com o calor do sol, ela vai realizar suas funções vitais de forma mais rápida e eficiente. Por exemplo, depois de se alimentar de uma baita presa, ela precisa digerir rápido este alimento, então no sol, ela garante essa rápida e eficiente digestão!! Não é demais?! Mas tudo tem seu limite, por isso elas se intercalam entre ambientes frescos e quentes durante o dia!! Isto explica também porque em épocas mais quentes vemos tantas serpentes mortas nas estradas!! O asfalto é mais quente, atraindo as serpentes que querem aumentar seu metabolismo! Por isso, a atenção tem que ser redobrada na estrada para não atropelarmos esses seres incríveis que estão ali só de passagem, não é mesmo?!!